Movimento dos Sem-Terra - Brasil

Movimento dos Sem-Terra - Brasil


Comentário:
Sempre que surge algo digno e legítimo, aparecem oportunistas para estragar e manchar um movimento. Uma coisa mais do que justa é um cidadão ter o que comer, poder trabalhar, mesmo que sem condição no mercado em consequência da globalização e abertura brusca da economia provocando um violento choque de ofertas, quebrando a economia nacional despreparada para tanto, mas melhorando a qualidade e o preço dos produtos, os nacionais sobreviventes e os internacionais. O que me revolta sobre o MST são os oportunistas dentro do movimento que estragam e sujam essa digna causa. A manipulação que a mídia faz com os fatos ocorridos com o movimento também atrapalhar demais o movimento e sua prolongação. O que quero colocar nesse tópico, é que tenho duvidas se o movimento dos sem-terra só almejam terras. Esse movimento, ao meu ver, tem um grau político e revolucionários bem alto, educando suas crianças com ideais, em geral, marxista, sendo o melhor jeito de mudar as coisas ou fazer uma preparação para algo futuro que tenha bases fortes e ideologia independente, a educação, eles estão conseguindo um futuro exercito guerrilheiro de 40 mil pessoas, isso é preocupante para o governo, mas muito digno, o que não pode acontecer é um ensino cego e ditadorial, o que não seria democrático, uma coisa lastimável. Mas, contudo, temos que acrescentar que somente a entrega de terras não vai adiantar em nada. Não estou só falando de auxílio governamental, mas sim da forma de organização dos assentamentos. Não adianta, nesse contexto atual, dar terra para pequenos produtores produzirem só. O pequeno produtor precisa ser competitivo para sobreviver nessa guerra de preços, então o que podemos acrescentar é que os sem-terras assentados deveriam se organizar em grupos, cooperativas, parecido com o que fazem hoje, mas com uma mudança fundamental: A junção das terras para produzir em massa. É impossível concorrer com os grandes produtores, já que esses produzem em larga escala, com tecnologia de ponta e a agricultura totalmente mecanizada, se os pequenos, não se juntarem para formar um grande, e assim, conseguir ter competitividade e melhorar a produção para a venda, a desapropriação das terras e a sua consequente distribuição, será nula.

Elementos fundamentais da
História do MST


Origem:
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terrra nasceu das lutas concretas que os trabalhadores rurais foram desenvolvendo de forma isolada, na região Sul, pela conquista da terra, no final da década de 70. O Brasil vivia a abertura política, pós-regime militar. O capitalismo nacional não conseguia mais aliviar as contradições existentes no avanço em direção ao campo. A concentração da terra, a expulsão dos pobres da área rural e a modernização da agricultura persistiam, enquanto o êxodo para a cidade e a política de colonização entravam em aguda crise. Nesse contexto surgem várias lutas concretas que, aos poucos, se articulam. Dessa articulação se delineia e se estrutura o Movimento Sem Terra, tendo como matriz o acampamento da Encruzilhada Natalino, em Ronda Alta-RS, e o Movimento dos Agricultores Sem Terra do Oeste do Paraná (Mastro). Objetivos: O MST visa três grandes objetivos: a terra, a reforma agrária e uma sociedade mais justa. Quer a expropriação das grandes áreas nas mãos de multinacionais, o fim dos latifúndios improdutivos, com a definição de uma área máxima de hectares para a propriedade rural. É contra os projetos de colonização, que resultaram em fracasso nos últimos trinta anos e quer uma política agrícola, voltada para o pequeno produtor. O MST defende autonomia para as áreas indígenas e é contra a revisão da terra desses povos, ameaçados pelos latifundiários. Visa a democratização da água nas áreas de irrigação no Nordeste, assegurando a manutenção dos agricultores na própria região. Entre outras propostas, o MST luta pela punição de assassinos de trabalhadores rurais e defende a cobrança do pagamento do Imposto Territorial Rural (ITR), com a destinação dos tributos à reforma agrária. Antecedentes históricos: O MST não é algo novo na história do Brasil. É a continuidade das lutas camponesas, em uma nova fase. Durante a Colônia (até o final de 1800), os índios e negros protagonizavam essa luta, defendendo territórios invadidos pelos bandeirantes e colonizadores, ou unindo a luta pela liberdade com a da terra própria e construindo os quilombos. No final do século 19 e início do nosso século, surgiram movimentos camponeses messiânicos, que seguiam um líder carismático. São exemplares os movimentos dos Canudos, com Antônio Conselheiro; do Contestado, com Monge José Maria; o Cangaço, com Lampião, e diversas lutas regionalizadas. Nas décadas de 30 e 40 ocorreram conflitos violentos, em diversas regiões, com posseiros defendendo suas áreas, individualmente, com armas nas mãos. Entre 1950 e 1964, o movimento camponês organizou-se enquanto classe, surgindo as Ligas Camponesas, a União dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas do Brasil (ULTABs) e o Movimento dos Agricultores Sem Terra (Master). Esses movimentos foram esmagados pela ditadura militar, após l964, e seus líderes foram assassinados, presos ou exilados. O latifúndio derrotou a reforma agrária. Mas entre 1979 e 1980, no bojo da luta pela redemocratização, surge uma nova forma de pressão dos camponeses: as ocupações organizadas por dezenas ou centenas de famílias. No início de 1984, os participantes dessas ocupações realizaram o primeiro encontro, dando nome e articulação própria ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Estrutura: O MST está organizado em 22 estados da Federação. Em 12 anos de existência, quase 140 mil famílias já conquistaram terra. Grande parte dos assentados se organiza em torno de cooperativas de produção, que já somam 55 associadas às centrais ligadas à Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab). A elevação da renda das famílias assentadas é realidade em muitos dos assentamentos, principalmente onde as agroindústrias são desenvolvidas. Pesquisa da FAO comprova que a média da renda nos assentamentos é de 3,7 salários mínimos mensais por família. Onde as agroindústrias estão implantadas essa média sobe para 5,6 salários mensais para famílias. Além da preocupação com o aumento do poder aquisitivo, o MST investe na formação técnica e política dos assentados. O setor de educação é um dos mais atuantes, propondo ampliar o conceito de educação, para não ser sinônimo apenas de escolaridade. São mais de 38 mil estudantes e cerca de 1.500 professores diretamente envolvidos nesse projeto de uma nova educação, pela Unicef. Além dos cursos regulares, o MST promove cursos e atividades de capacitação beneficiando cerca de três mil pessoas todo ano. Entre eles estão os cursos de magistério e o técnico em administração de cooperativas, em nível de segundo grau.


Período: 1979 a 1984:
"Terra para quem nela trabalha"

Conjuntura Nacional

Processo Organizativo

. Crise econômica, abertura política, greves do ABC, trabalho das pastorais sociais (CPT, PO, CIMI e PPL), Anistia.

. O governo procura resolver os conflitos agrários como problemas sociais. Campanhas pelas Eleições Diretas.

. Principal inimigo: A pistolagem.

. Lutas isoladas.

. 1º Encontro Nacional de Fundação do Movimento (Jan/84).

. Resolução de problemas concretos e mobilização contra o regime militar e ocupações locais.


Período: 1985 a 1988:
1985: "Sem Reforma Agrária não há democracia"

1986: "Ocupação é a única solução"

Conjuntura Nacional

Processo Organizativo

. "Nova República" e o PNRA.

. Articulação dos setores da agricultura contrários à reforma agrária na UDR

. Principal inimigo: UDR

. Ocupações articuladas e massivas, de terras e órgãos públicos, greves de fome.

. I Congresso Nacional do MST (Jan/85).


Período: 1988 a 1990:
1989: "Ocupar, Resistir, Produzir"

Conjuntura Nacional

Processo Organizativo

. Assembléia Nacional Constituinte e Eleição Presidencial.

. Expansão do MST.

. Implantação no Nordeste com pequenas ocupações.

. Desenvolve-se a resistência de massas.

. II Congresso Nacional do MST (maio/90).


Período: 1990 a 1992:
"Ocupar, Resistir e Produzir"

Conjuntura Nacional

Processo Organizativo

. Governo Collor.

. Repressão contra os movimentos populares e sindicais.

. Luta pelo "Impeachement".

. Principal inimigo: do Estado através da repressão policial e ações do Poder Judiciário.

. Levar a luta pela terra para a cidade, através de jornadas nacionais conjuntas e a continuidade das ocupações de terras e órgãos públicos.

. Principal forma de luta: as caminhadas.


Período: 1993 e 1994:
"Ocupar, Resistir e Produzir"

Conjuntura Nacional

Processo Organizativo

. Governo Itamar Franco.

. Articulação da sociedade civil na "Campanha contra a fome e a miséria, pela vida".

. Jornadas massivas e construção do "Fórum dos Rurais" com ações nas capitais e principais centros urbanos.

. Grito da Terra Brasil I.


Período: 1995 e 1996:
1995: "Reforma Agrária: uma luta de todos"

"Ocupar, Resistir e Produzir"

Conjuntura Nacional

Processo Organizativo

. Governo FHC, Plano real e agudização da crise na agricultura.

. Reforço à consolidação do Plano Neoliberal.

. Reforma constitucional.

. O governo trata a reforma agrária como conflito social.

. Conflitos entre sem-terras e as policiais estaduais deixam mortos e feridos.

. III Congresso Nacional do MST (jul/95).

. Marcha nacional pela reforma agrária e pelo emprego (abr/96).

. Aumentam as ocupações, duplicando a base social dos que luta pela terra.

. Multiplicam-se as experiências de cooperação agrícola e de agroindústrias nos assentamentos.


* Todas as informações desse tópico, foram tiradas da página http://www.sanet.com.br/~semterra/.

VOLTAR